A pensão alimentícia é um dos pontos que mais gera conflito nos processos de separação — e também um dos que mais afeta o dia a dia das famílias depois que o divórcio é concluído. Saber como ela é calculada, quem tem direito e quando pode ser revisada é fundamental para quem está passando por esse momento.
Neste artigo, explico os critérios legais que definem o valor da pensão, as formas de pagamento mais comuns e o que acontece quando ela não é cumprida.
O Código Civil brasileiro estabelece que os alimentos devem ser fixados com base no binômio necessidade-possibilidade: de um lado, as necessidades de quem recebe; do outro, a capacidade financeira de quem paga. O equilíbrio entre esses dois fatores é o que orienta o juiz — ou o acordo entre as partes — na definição do valor.
Não existe uma fórmula matemática fixa. O que existe são parâmetros que o juiz considera ao fixar os alimentos:
Para trabalhadores com renda formal e estável, é comum que a pensão seja fixada como um percentual do salário líquido — isto é, o salário já descontados INSS e IR. Os percentuais variam muito conforme o número de filhos, a renda do alimentante e o padrão de vida da família, mas em geral ficam entre 25% e 33% por filho para quem tem renda média.
Esse modelo tem a vantagem de se ajustar automaticamente às variações de renda — se o salário aumenta, a pensão aumenta proporcionalmente.
Para autônomos, empresários ou profissionais com renda variável, muitas vezes se opta por um valor fixo em reais, com cláusula de correção anual pelo INPC ou IGPM. Esse modelo oferece previsibilidade para quem recebe, mas pode se tornar desproporcional ao longo do tempo se a renda do alimentante variar muito.
Em alguns casos, o juiz fixa uma parte em percentual sobre o salário e outra parte em valor fixo — especialmente quando há despesas específicas a cobrir, como mensalidade escolar ou plano de saúde.
A pensão pode ser devida a diferentes pessoas, dependendo da situação:
Para filhos, a regra geral é até os 18 anos. Mas há exceções importantes:
Sim. A pensão alimentícia pode ser revista a qualquer momento quando houver mudança nas circunstâncias que fundamentaram o valor original — o que é chamado de ação de revisão de alimentos.
Situações que podem justificar a revisão:
O não pagamento da pensão alimentícia é tratado com seriedade pela lei brasileira. As consequências para quem deixa de pagar incluem:
Se você está enfrentando inadimplência na pensão, a orientação de uma advogada é fundamental para agir rapidamente e proteger seus direitos e os dos seus filhos.
O pedido pode ser feito:
Em ambos os casos, é possível pedir alimentos provisórios — um valor fixado pelo juiz logo no início do processo, enquanto o caso é analisado, para que o filho não fique desassistido durante a tramitação.
Leia também: como funciona a guarda compartilhada e como funciona o divórcio em 2026.
Cada situação tem particularidades. Atendo de forma presencial e online para todo o Brasil.
Falar com a Dra. Denise