Direito de Família

Quanto Custa um Divórcio em 2026? Tudo que Você Precisa Saber Antes de Começar

✍ Denise D. Viana Bohnenberger — OAB/RS 131.222 📅 Agosto de 2026 ⏱ Leitura: 7 min
Advogada de família em Porto Alegre orientando sobre custos do divórcio — Denise Viana OAB/RS 131.222

Uma das primeiras dúvidas de quem está pensando em se divorciar é: quanto vai custar? A resposta depende de vários fatores — e entendê-los ajuda a tomar decisões mais conscientes e a evitar surpresas durante o processo.

Neste artigo, explico os principais componentes do custo de um divórcio, o que influencia o valor final e como pensar nessa questão sem colocar o financeiro acima do que realmente importa: seus direitos e os dos seus filhos.

O que compõe o custo de um divórcio?

O custo total de um divórcio envolve basicamente dois tipos de despesa:

  • Honorários advocatícios: o valor cobrado pela advogada para conduzir o processo.
  • Custas processuais ou cartoriais: taxas cobradas pelo cartório (no caso extrajudicial) ou pelo sistema de Justiça (no caso judicial).

Em alguns casos, há ainda custos adicionais como certidões, laudos periciais ou despesas com tradução de documentos — mas esses são situações específicas.

Divórcio em cartório: quando é mais barato?

O divórcio extrajudicial — aquele feito em cartório de notas — tende a ser mais ágil e, na maioria dos casos, mais econômico. Ele é permitido quando:

  • O casal está de acordo com todas as condições do divórcio
  • Não há filhos menores ou incapazes
  • Ambos têm assistência de advogado

As custas cartoriais variam de estado para estado e de cartório para cartório, pois seguem tabelas aprovadas pelos Tribunais de Justiça estaduais. No Rio Grande do Sul, os valores são regulamentados pelo TJRS e podem ser consultados diretamente nos cartórios ou com sua advogada.

Os honorários da advogada no divórcio consensual em cartório costumam ser menores do que no processo judicial, justamente porque a demanda de trabalho é menor e o tempo de conclusão é mais curto.

Divórcio judicial: quando o custo aumenta?

Quando o divórcio precisa passar pelo Poder Judiciário — seja porque há filhos menores, seja porque as partes não chegaram a um acordo —, os custos tendem a ser maiores, por razões práticas:

  • O processo é mais longo, o que exige mais horas de trabalho da advogada
  • Há custas processuais a recolher ao Estado
  • Podem ser necessárias perícias, relatórios ou estudos sociais
  • Em casos litigiosos, podem surgir incidentes que prolongam e encarecem o processo
Regra geral: quanto mais consensual e documentado o processo, menor tende a ser o custo total. Acordar sobre guarda, pensão e bens antes de iniciar o processo é, além de mais rápido, mais econômico para ambas as partes.
Documentação para divórcio em Viamão RS — advogada Denise Viana Bohnenberger

O que mais influencia o valor de um divórcio?

Além do tipo de divórcio, outros fatores impactam diretamente o custo:

1. Volume e complexidade dos bens a partilhar

Quando há imóveis, empresas, investimentos, dívidas ou bens em outros países, a partilha de bens exige mais trabalho jurídico, avaliações e, às vezes, perícias — o que eleva o custo.

2. Grau de conflito entre as partes

Um divórcio litigioso — com disputas sobre guarda, pensão ou patrimônio — demanda muito mais tempo e dedicação da advogada. Cada contestação, audiência e recurso adiciona horas ao processo.

3. Questões relacionadas aos filhos

Quando há filhos menores, as questões de guarda e pensão alimentícia precisam ser resolvidas com cuidado, o que pode ampliar o escopo do trabalho jurídico.

4. Urgência do processo

Situações que exigem medidas urgentes — como afastamento do lar, medidas protetivas ou pedidos de alimentos provisórios — acrescentam trabalho e, consequentemente, custo.

É possível fazer divórcio gratuitamente?

Para quem não tem condições de arcar com as despesas processuais, o sistema jurídico brasileiro prevê a gratuidade de justiça, que pode isentar a parte das custas judiciais. Essa possibilidade existe tanto no divórcio consensual quanto no litigioso.

A gratuidade não elimina a necessidade de advogado — mas, para quem realmente não tem condições financeiras, a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul oferece atendimento jurídico gratuito. A advogada pode orientar sobre essa opção e avaliar se ela se aplica ao seu caso.

Vale a pena tentar economizar escolhendo uma advogada mais barata?

Essa é uma pergunta que merece uma resposta direta: depende. O que não vale é tomar decisões jurídicas importantes — sobre seus bens, seus filhos e seus direitos — sem orientação adequada para economizar honorários.

Um acordo mal redigido, uma cláusula ambígua sobre pensão ou uma partilha que não refletiu bem o patrimônio real podem gerar problemas por anos depois do divórcio. O custo de corrigir esses erros costuma superar em muito o que seria gasto numa representação jurídica bem feita desde o início.

Na minha experiência em Viamão e Porto Alegre, os casos que mais demandaram trabalho depois foram justamente aqueles em que as partes tentaram conduzir o processo de forma precária para economizar no início.

Como funciona a consulta inicial?

O primeiro passo é uma conversa sobre o seu caso — os bens envolvidos, a situação dos filhos, se há ou não acordo com o cônjuge. A partir daí, é possível ter uma visão clara de qual caminho faz mais sentido e uma estimativa de custos e prazos.

Atendo de forma presencial em Viamão e Porto Alegre, e online para todo o Brasil.

Quer saber quanto custaria o seu divórcio?

Cada caso é diferente. Uma conversa inicial já permite ter uma estimativa realista — sem compromisso.

Falar com a Dra. Denise

Perguntas frequentes sobre custos do divórcio

O divórcio em cartório é mais barato que o judicial?
Geralmente sim. O divórcio em cartório tende a ter custos menores e processo mais rápido, especialmente quando não há filhos menores e o casal está de acordo com todas as condições.
Quem paga os custos do divórcio?
Em um divórcio consensual, os custos são normalmente divididos entre as partes. No litigioso, o juiz pode determinar que cada um pague seus próprios custos, ou que a parte que deu causa arque com as despesas.
É possível fazer divórcio gratuitamente?
Quem não tem condições pode pedir gratuidade de justiça, que isenta das custas processuais. A Defensoria Pública também oferece atendimento jurídico gratuito para quem se enquadra nos critérios de renda.
Os honorários podem ser parcelados?
Depende do acordo com cada advogada. É comum que honorários sejam parcelados, especialmente em processos mais longos. Esse é um ponto a discutir na consulta inicial.